A eterna busca por café (bom)

Captura de Tela 2013-11-12 às 14.19.29Como tudo na vida, quanto mais sabemos e quanto mais conhecemos, mais exigentes ficamos.

Acontece com pão, com vinho, chocolates, perfumes, eletrônicos, enfim. A ignorância é uma benção.

Sobre o café o mesmo se aplica. E eu resolvi tempos atrás, fazer um curso de barista básico, pra saber o mínimo. O caminho é longo pra poder ter alguma autoridade no assunto. Fora a teoria, ainda vem o aprendizado na prática. Só quem pilotou uma máquina de espresso na vida é que sabe a dificuldade.

Pode ser o melhor grão, na torra exata para aquela colheita, com a umidade certa, temperatura e pressão exatas da água e ainda assim sair um visco amargo no lugar do que se chamaria de café.

Não gostava de café, mas na casa da minha vó materna isso era praticamente uma ofensa. De origem colonial alemã, as duas opções eram com leite ou sem, sempre com muito açúcar pra disfarçar um café queimado, amargo e forte demais. Características que aprendi agora, são da espécie robusta ou conilon. Espécie fácil de cultivar, resistente e que não exige maiores cuidados. Diferente do arábica, cheio de frescuras. Para saber mais, sugiro o site da ABIC.

Na casa da vó a temperatura escaldante do café sempre era amenizada com uma técnica engenhosa. O café era tomado no pires. Óbvio que a chance de desastre transformava a brincadeira em algo muito divertido.

20131112-135355.jpgDe lá pra cá experimentei cafés de todos os tipos. Na prática, é questão de gosto. Então em casa me sinto muito bem servida com um café da linha especial Regiões brasileiras da Melitta, preferencialmente o Mogiana.

Dos métodos de preparo, o escolhido foi a French press. Simples e rápida, com a possibilidade de se preparar pouco como já expliquei aqui.

No centro de Florianópolis já provei vários, escolhi alguns pra comentar aqui.

Confraria do grão – por acaso onde estou agora e o que me inspirou a escrever sobre esse assunto. Sem dúvida o meu preferido. O café é excelente, o ambiente minúsculo não intimida e todo mundo se acomoda. Os doces estão sendo feitos na casa mesmo, e o de laranja, fresquinho, é perfeito pra acompanhar uma média com leite. O preço, infelizmente, é maior. R$ 5,00 pela média tradicional é dureza. Mas é o único motivo que. E faz visitar de vez em quando os outros.

Café do lado – bem estiloso, meio escuro demais pro meu gosto e com um problema sério, as atendentes gostam de ficar de papo, risadinhas. De certa forma atrapalhando os clientes que acabam falando baixo. Na falta de site, vai o link do Foursquare mesmo.

Döll – O Döll é na verdade um empório com chás, grãos, temperos e tudo que uma alimentação integral pede. Além disso servem refeições balanceadas, que gosto bastante. Principalmente as panquecas recheadas e os quiches. A vantagem é poder almoçar e tomar o café no mesmo lugar. A desvantagem é que bastante gente frequenta o lugar, principalmente na hora do almoço.

Rei do mate – um dos pontos fortes da franquia é a padronização das matérias-primas e dos ingredientes. O café é bem tirado, mas na minha opinião as xícaras não precisariam estar tão escaldantes e o ambiente, como é muito pequeno acaba ficando muito barulhento com os malditos liqüidificadores de sucos e chás que não param, principalmente no verão.

Destaque para os docinhos do Rei do mate que acompanham muito bem o café:

mini_churros

Mini Churros com potinho de doce de leite

broa

Broa com erva doce

Como estou escrevendo esse post usando o aplicativo do WordPress para iPad não faço a menor ideia de como se insere fotos. Então ajusto depois, quando voltar pro notebook.

Bom café pra vocês!

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2 comentários sobre “A eterna busca por café (bom)

  1. No curso que fiz, o barista abriu uma embalagem do cultuado Jacu bird (R$ 600,00 o quilo) e os grãos estavam torrados demais, quase queimados. Tiramos o café e amargou demais. Não adianta ter marca, tem que ter padrão. Nesse aspecto, vale a pena investir nos cafés da Raposeiras (http://www.raposeiras.com.br), o nível de exigência dela é altíssimo, com grandes chances de ter o blend com os melhores produtores de Arábica do Brasil.

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