De bem com a vida

Ontem fomos visitar o maior cliente aqui da Quadra. Tigre Tubos e Conexões, em Joinville. O propósito da visita era levar a equipe, em sua maioria, para conhecer o processo de produção do COJ e confraternizar com a equipe do marketing.

São 14 anos de relacionamento entre agência e cliente, os últimos dois e meio sendo conduzidos pelo meu atendimento. Fiquei muito feliz com o resultado desse trabalho e com o entrosamento entre as duas equipes.

Maaaaas o motivo do meu post não é a visita a Tigre. É sim a repercussão positiva que minha mudança de vida causa nas pessoas. Sim, resolvi encarar como mudança de vida. Começou como uma dieta, mas hoje é muito mais que isso. É mais vida, mais amor próprio, mais disposição, mais leveza no sentido literal e figurado.

Como eu não visito a Tigre com muita frequência, cada vez que me viam, nesse processo de emagrecimento, comentavam como eu estava bem e queriam saber a receita da mágica. Porque afinal de contas, eu cozinho e gosto de comer bem. Duas práticas totalmente conflitantes na percepção de 100% das pessoas.

E era a minha percepção também. Estava quase jogando a toalha. Cozinheiros e cozinheiras são gordos. Ponto. E além disso, causam gordeza por onde passam, espalhando suas massas, molhos e guloseimas pelo caminho. Quase um feitiço.

Ontem comentaram a respeito do blog e que algumas receitas que estão aqui não são nada light. Então tenho que me explicar.

Vamos aos fatos. Gosto de entender os porquês das coisas. Nenhuma dieta dessas impositivas com listinha do que é pra comer colada na geladeira funcionaria. Preciso entender qual a função de cada alimento e o impacto no metabolismo. Aí que entrou o livro do Dr. Peter Dukan. Nos primeiros capítulos ele faz questão de deixar muitíssimo claro a estrutura básica de sua dieta.

A proteína é fundamental para a construção celular. O corpo precisa dela para todos os tecidos. Caso nossa dieta seja pobre em proteínas, a solução do corpo é retirar esse elemento de nossos músculos e óssos. Uma espécie de canibalismo metabólico. Além disso, a proteína dá muito trabalho para ser digerida, a proporção, explica Dr. Dukan, é de que a cada 100 calorias ingeridas em proteína, 30 são consumidas na sua própria digestão, ficando acumuladas apenas 70.

Como todo mundo que frequenta academia sabe, proteína serve para criar massa magra. Ok, conhecimento assimilado, vamos aos demais coadjuvantes: laticínios magros, vegetais, carboidratos complexos, muito líquido e o farelo de aveia. Estes são os mocinhos. Os vilões são os carboidratos simples, o açúcar refinado e as gorduras.

Dr Dukan, organiza a dieta dele em 4 fases e cada uma delas tem um objetivo. O objetivo geral é obviamente emagrecer e não voltar a engordar. Nunca mais. Segui durante 2 semanas a dieta à risca. O primeiro problema que tive foi começar a enjoar com o ovo que usava diariamente para a panqueca do café da manhã. Não por conta do livro, a primeira refeição do dia é a mais importante pra mim, como deve ter dado pra perceber aqui. Resolvi fazer uma alteração por minha conta. Sairia a panqueca e entraria uma fatia de pão integral. Uma única e integral de verdade, não esse branquela com mistura de farinha branca. Preferencialmente com grãos. Essa alteração me fez tão bem que percebi que poderia seguir na mesma fase para o resto da vida. O café da manhã passou a ser motivo de satisfação, pois a alteração não impactou na perda de peso e pude seguir controlando.

Outra orientação dada no livro que seguimos foi a de nos pesarmos todos os dias. Tanto que anotamos em um calendário todos os dias o peso. Eu fui além e fiz uma previsão baseada no período total que cada fase da dieta duraria e estabeleci as pequenas metas do caminho. André me superou nesse quesito, sempre bateu as metas dele antes. É irritante como parece mais fácil para os homens. Esse hábito de saber o peso do dia ajuda muito. Além disso educa pois passamos a entender exatamente como cada exagero se manifesta no nosso corpo. E como sim é facílimo e rápido somar quilos e como é complicado perder cada 100 gramas. O benefício da comida que acalenta, ameniza a ansiedade e dá prazer passa a não ser tão grande.

Paramos de comer e passamos a nos alimentar.

Quando completamos 10 quilos a menos resolvemos sair para comer uma pizza. Foi tudo diferente. Era uma pizza sem culpa e sabíamos exatamente o que ela nos custaria durante a semana.

Aos poucos, depois que vencemos 50% da meta geral, começamos a nos permitir algumas exceções. Uma delas foi o chocolate amargo. Que confesso não é mais tão importante. Era naquele momento de “pecado” da dieta. Agora acabo esquecendo de comprar. Uma barra durava bastante, pois só comíamos 1 ou 2 pedacinhos após a janta. Mais nada.

Outro pecadinho que passou a nos acompanhar foi uma taça pequena de vinho eventualmente. Principalmente na janta. Aliás, a janta merece um parágrafo próprio. Era minha válvula de escape. Depois de um dia doído, desgastante, nada melhor que se entregar ao mais fácil, ao mais rápido. Isso acabou. Nada de sanduíche na janta. Nada de tapeação. Era comida mesmo, de verdade. E com cardápios balanceados.

Pensa, a pessoa sai da agência às 19:15h (no inverno já é noite feita) cansada, com fome e ainda tem pela frente o mercado e o fogão. E foi assim. Sem preguiça. Todos os dias definia uma receita e tentava inovar nos temperos e acompanhamentos. Muito google, minha gente. Tenho uma lista de favoritos imensa, cheia de receitas que valiam a pena. Escolhia uma dessas antes de sair do escritório, fazia as compras e bora trabalhar mais um pouquinho. Pela saúde.

Nada se compara à satisfação de fazer uma refeição decente à noite, sabendo que além de estar comendo certo, está emagrecendo. E era exatamente isso que acontecia. Comíamos muito e felizes. Sem peso nem no estômago nem na consciência. No dia seguinte tava lá a balança linda, às vezes marcando menos 300g, 400g, 500g. Vale sim o esforço.

Meu filho começou o ano também um pouco chateado com a barriga, resultado de pão, massas, doces. Resolveu comer o que nós comíamos. Como aprovava os sabores, foi com a gente e emagreceu também 10kg, está hoje um adolescente típico, tks god, sem problemas com o peso.

Não segui pra fase 3 ou 4 da dieta, parei na 2, cheia de excessões. Não perdi todo o peso que queria. Ainda tenho mais 5 pra eliminar. Quero meus 60 e não abro mão. Quase todo mundo que me vê diz que não precisa. Preciso. Mais que o peso, é uma questão de controle. Sim, como um viciado. O ex-gordo está sim propenso a voltar. O que é o efeito sanfona senão isso?

Então, colegas, ainda falarei mais sobre alimentação por aqui. Continuamos mantendo o padrão proteínas magras + vegetais + laticínios desnatados como base, incluindo os grãos e as frutas (com moderação).

As exceções são a cerveja (normalmente gourmet), o vinho e alguns doces. A farinha branca foi praticamente banida. A gordura proposital, aquela usada pra temperar, saltear, fritar também.

Queria conseguir ter incluído uma rotina de exercícios. Ainda não consegui, mas também ainda não desisti. Caminho eventualmente. Subo e desço muitas escadas todos os dias e só. Tenho falhado muito nessa parte. Tenho certeza que se estivesse me exercitando estes 5 quilos persistentes já teriam voado.

Para não deixar o post muito longo, vou colocar os links de umas receitas que ajudaram muito:

Lasanha de abobrinha

Pão Dukan de microondas

Jabá com jerimum

Purê de couve-flor (fica muito parecido com o de batata)

Quiche de ricota

Frango à pizzaiolo

Apesar de já existirem inúmeras receitas “Dukan” na internet, não fiquei só nos sites especializados. Buscava receitas com ingredientes que me interessavam e tentava as substituições. Uma que agradou em cheio lá em casa foi o bolinho de carne com aveia no lugar do pão que normalmente é usado para dar liga. Aliás, a aveia merece um post próprio, porque já faz parte dos itens essenciais de consumo lá em casa.

O mais importante? Não é uma fase. É uma vida nova. Bem mais feliz. Encontramos o nosso caminho e sabemos quando estamos desviando ou fugindo. É fácil voltar. Não nos culpamos por eventuais orgias, afinal o final de ano tá aí, e quem nunca, né? Vamos lá, encaramos a jaca, o resultado da jaca na balança e seguimos optando por vegetais, proteínas magras e carbs complexos no buffet nosso de cada dia.

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2 comentários sobre “De bem com a vida

  1. Ju, parabéns!!! Você é uma inspiração!!!! Fico muito feliz em ve-la tão bem, se reinventando e cheia de alegria! Torço muito por você 🙂 beijos! Gi

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